Antonio Mouta aprendeu o valor de uma casa muito antes de vender a primeira.
Carregou leite nas madrugadas do Rio de Janeiro. Antes disso vendeu sacolé de porta em porta, e foi aí que aprendeu a parte que ninguém ensina: bater na porta de um estranho e conseguir que ela abra.
Depois virou taxista. Um passageiro se tornou amigo, desses que enxergam na gente o que a gente ainda não enxergou, e pagou o curso de corretor. Antonio entrou na profissão pela mão de alguém, e não esqueceu disso.
Quem bate à porta dos outros precisa, antes de tudo, merecer que ela se abra.
Na zona norte do Rio, os bairros passaram a conhecê-lo pelo nome. Não saiu em anúncio nenhum. Foram muitos anos de visita, de conversa com a família toda e de negócio fechado no aperto de mão.
Aos 65 anos, quando muita gente para, ele começou de novo. Mudou-se para São Paulo atrás dos filhos e dos netos, que é o motivo que ele dá quando alguém pergunta. Hoje, perto dos 70, trabalha com lançamentos de alto padrão e imóveis da zona sul, do Morumbi a Moema.
Trinta anos de corretagem em duas cidades, e uma regra só: quem atende é ele.
O símbolo da Mouta Corretor é um beija-flor com uma casa no coração. Beija-flor é bicho pequeno que voa longe e volta sempre pro mesmo lugar. Serviu.